opiniao


Na edição anterior, os associados e a comunidade astrológica se manifestaram no sentido que a Astrologia não deve se manifestar em relação a qualquer obra artística envolvendo a Astrologia ou astrólogos.

Um assunto que também divide e gera polêmica entre a comunidade é a questão da regulamentação da profissão de astrólogo. Em Legislação, estão reunidas as principais informações sobre o assunto.

Para este edição, convidamos Celisa Beranger e Valdenir Benedetti para o debate.

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Celisa Beranger

Sim, o astrólogo pode causar danos.

Em Defesa da Regulamentação

por Celisa Beranger

Para ser astrólogo é preciso adquirir competência através de cursos para formação e especialização, praticar e obter experiência com a supervisão de um astrólogo qualificado. Além do mais, para manter a competência adquirida, é necessária uma atualização permanente.

Muito poucos estão a par da existência das qualificações mínimas para a atividade de astrólogo, descritas no código 5167-05 da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2000) do Ministério do trabalho. Além do mais, não existe qualquer verificação de habilitação, à exceção dos Sindicatos de Astrologia, que exigem comprovação de formação ou experiência e no caso da falta de ambas oferecem uma prova para que possa ocorrer a associação como astrólogo.

Em função da falta de verificação, qualquer um pode denominar-se astrólogo e atuar inclusive em especializações, mesmo sem possuir as qualificações necessárias. Sem dúvida, dentre as qualificações, um astrólogo precisa ter consciência e estar alerta com relação ao impacto que suas palavras causam em seus clientes. Independente da linha adotada - psicológica ou não - como qualquer outro profissional que atende diretamente as pessoas, o astrólogo poderá causar danos se atuar de modo psicologicamente destrutivo. Temos conhecimento de diversas ocorrências deste tipo.

Contudo, um outro problema grave originado pela falta de habilitação é o fato de a conduta de um astrólogo colocar em risco não apenas o seu papel pessoal, mas gerar desconfiança do publico para com toda a classe e, pior ainda, com relação à própria Astrologia.

As profissões regulamentadas possuem códigos de ética e Conselhos responsáveis por seu cumprimento, por este motivo elas não são afetadas pela má atuação de um profissional.

Em função da pesquisa já promovida pelo SINARJ, dos participantes dos fóruns de São Paulo e dos Simpósios no Rio de Janeiro, podemos deduzir que a maioria dos astrólogos é a favor da regulamentação, mas há um grupo contrário, cujo argumento principal é que a regulamentação promoverá a perda de liberdade.

Acontece que os astrólogos não têm liberdade. Atualmente eles não podem ser designados como profissionais. O SINARJ (Sindicato dos Astrólogos do Rio de Janeiro) foi obrigado pelo Ministério do Trabalho a substituir todas as citações da palavra “profissional” em seu estatuto, pelo fato de a atividade não ser regulamentada.

Não podemos deixar de considerar que não somos respeitados e na verdade sabemos que ocorre exatamente o contrário, de um modo geral nossa reputação não é boa. Além disto, a não inclusão social da Astrologia afasta muitas pessoas das consultas aos astrólogos e também do estudo da Astrologia. Muitas pessoas que consultam astrólogos omitem isto e alguns astrólogos, que conjuntamente exercem outra profissão, precisam esconder o fato de serem astrólogos, para não prejudicarem o desenvolvimento da outra profissão. Na verdade só poderemos ser realmente livres quando houver normas bem definidas.

É um desejo natural que a maioria dos astrólogos almeje aceitação e respeito social. Estas são necessidades legitimas. A regulamentação é buscada por aqueles que desejam respeito e consideração para si próprios e para sua profissão, como foi o caso dos enólogos, cuja regulamentação ocorreu em maio de 2007.

Além do mais, é mgia, em primeuito importante promover a Astroloiro lugar por seu próprio valor (não podemos esquecer que ela ocupou a mais elevada posição dentre as 07 artes liberais, juntamente com a Astronomia, obrigatórias nas Universidades Européias entre os séculos XIII e XVII). Em segundo lugar pelos próprios astrólogos e, finalmente, por seus clientes.

Acreditamos que estamos nos aproximando do começo de um novo tempo para a Astrologia, uma vez que as novas teorias em ascensão no atual clima intelectual cultural, são receptivas ao seu saber. Finalmente está mudando o paradigma do mecanismo responsável pela exclusão cultural e social da Astrologia.

Para aproveitarmos a oportunidade desta mudança de paradigma, e para honrarmos verdadeiramente a Astrologia e seus clientes, devemos nos esforçar para melhorar a reputação dos astrólogos em geral, começando pela demonstração de que merecemos o mesmo respeito dado a outras profissões. Isto só poderá ocorrer se para designar-se astrólogo uma pessoa tiver que comprovar sua competência, assumir responsabilidade integral por seu trabalho e atuar de acordo com um código de ética. Só a regulamentação possibilitará a realização deste objetivo.

Em 2002, no Congresso Nacional, foram apresentados dois projetos para regulamentação: o PLS 43/2002, de autoria do então Senador Artur da Távola, e o PL 6748/2002, do Deputado Luiz Sergio. Apenas este continua tramitando. Primeiramente foi aprovado na Comissão de Administração, Trabalho e Serviço Público, com a inclusão das emendas solicitadas pelo SINARJ, sendo uma delas para manter a verificação da habilitação nas mãos das instituições de Astrologia.

“A atividade será exercida por aprovados na associação de classe local ou da localidade mais próxima responsável pela verificação da habilitação”, ou pelos que “na data da entrada em vigor desta lei, tenham exercido, comprovadamente, durante o período mínimo de 03 (três) anos, a atividade de astrólogo”.

Atualmente o projeto se encontra na Comissão de Constituição e Justiça, já tendo recebido parecer favorável do relator, Deputado Antonio Carlos Magalhães Neto. Aguardando a entrada em pauta para votação, o projeto foi solicitado para vistas por dois Deputados. Em maio passado o Deputado Regis de Oliveira divulgou seu parecer contrário. Este parecer continha uma série de erros de interpretação, que imediatamente foram esclarecidos e remetidos ao Deputado e a outros integrantes da Comissão.

Rio de Janeiro, 29/07/08

Celisa Beranger é astróloga, arquiteta e ex-presidente do SINARJ.

 

Valdenir Benedetti

Não, é um grande desperdício de energia.

Regulamentação: o Fim da Finalidade.

por Valdenir Benedetti

Do final dos anos 70, até o dia de hoje, comecei e continuo a ensinar Astrologia. Signos, planetas, casas, aspectos e suas substâncias, complementos e configurações possíveis. Em movimento ou “parados”, representando a vida em si mesma e seu fluxo, seu desenvolvimento e, até onde nossa compreensão pode alcançar, suas múltiplas e infinitas possibilidades. Isso é o “currículo fundamental” da Astrologia. O resto é minha natureza e meu amor e a consciência de mim mesmo que ela, a Astrologia me trouxe, sendo compartilhado com todos que quiseram.

Ensinei o alfabeto, os princípios básicos para alguns milhares de pessoas. Ensinei a ler o mapa, a solfejar nessa partitura cósmica a todos que vieram aprender, cada um em seu nível de compreensão, cada aluno de acordo com sua cultura, e de acordo também com a própria necessidade ou talvez, se isso existir, com o grau evolutivo ou a consciência de cada um.

Estou convicto que todos os que entraram nesse caminho, aprenderam um pouco desse alfabeto cósmico, cresceram um pouco mais como pessoas, se aproximaram mais e mais do próprio ser, desenvolveram a inteligência emocional e aprenderam sobre outras “inteligências” que nos habitam. Estudaram de si, e para o conhecimento de “SI” saber da força que cria e mantém o universo vivo e em movimento é a condição.

Sei que o que cada um aprendeu de Astrologia os beneficia de alguma forma até hoje, pois é uma chave que permite maior acesso ao universo que habitamos.

Claro que conhecer as Leis Naturais, se integrar melhor a elas e aprender a ouvir e dançar a musica da existência é uma escolha pessoal. O que nos difere dos seres irracionais é a necessidade e a oportunidade de fazer escolhas. Com a consciência de Si, tornar as escolhas mais precisas e coerentes com a própria natureza. Sem a consciência de Si, fazer escolhas que podem conduzir a pessoa a experimentar “des-astres”, o rompimento com os astros, com a organização cósmica.

O que estou falando, sobre uma vida ensinando e praticando Astrologia, não se refere somente a mim. Vários amigos, dos mais diversos estilos de trabalho, com suas distintas naturezas, têm feito a mesma coisa ao longo dos anos. Todos nós que mergulhamos apaixonadamente nesse conhecimento, sentimos em nós a necessidade tanto de praticar a interpretação do horóscopo quanto de ensinar essa linguagem para todos que pudermos. Somos todos multiplicadores dessa compreensão, facilitadores da consciência de si que a Astrologia permite acontecer.

Da mesma forma, aprendemos com alguém, fomos trocando conhecimento, recebendo e bebendo e todas as fontes que encontramos em nossa caminhada, e posso observar um fenômeno bem interessante e facilmente constatável que, tenho certeza, a maioria de nós que ensinamos astrologia vão concordar: apenas um número mínimo de alunos se torna astrólogo profissional.

Creio que posso contar nos dedos os alunos que por sua livre escolha se tornaram profissionais da Astrologia, e eu os admiro e reconheço, e inclusive, me orgulho deles. A todos eu felicito e admiro, sem exceção.

Creio que essa experiência é comum aos profissionais que estão ativos no presente. Muito poucos de seus alunos, mesmo tendo feito uma boa formação, escolhem ser astrólogos profissionais. E nós sabemos o porquê. Isso a Astrologia, o Horóscopo ensinam.

A Astrologia não é uma mera técnica que se aprende na escola, em um curso “profissionalizante” e, a partir da posse do diploma e da aprovação de qualquer entidade oficial, libera a pessoa para sua prática. Isso seria uma grande mentira, uma falácia do sistema a mais. E isso é uma certeza comprovada e constatável por todos nós que vivemos e praticamos astrologia.

Não existe nem preocupação com “reserva de mercado”. Só será astrólogo profissional quem tiver vocação legítima para isso, quem de fato escolher amar e praticamente “se casar” com essa entidade que denominamos Astrologia e sua prática.

Todas as tentativas de regulamentação da pratica da Astrologia, realizadas em sua maioria por quem não compreendeu a natureza dessa arte, estão condenadas ao fracasso. Não há necessidade de nos preocuparmos com isso, de gastarmos mais energia com isso.

A insegurança e a necessidade de aceitação por um sistema social, econômico e cultural que se sustenta apenas pelo medo, não é própria dos legítimos astrólogos, se for essa a força que os conduz a querer regulamentar e enquadrar a pratica da Astrologia. Apenas os que não compreenderam a grandeza e a liberdade que traz a astrologia é que precisam desse tipo de aceitação vertical, vinda dos que sustentam e mantém o atual estado de coisas no mundo, que, se olharmos criticamente, é apenas a roda do poder, quem pode mais, quem manda mais e outras ilusões cretinas.

Isso não existe na natureza, guerra pelo poder, necessidade de poder, a Astrologia ensina isso claramente. Nenhuma coisa é realmente mais importante do que outra, além da própria vida, além de estarmos existindo e experimentando o mais plenamente possível esse momento. Nenhum argumento pode colocar o sentimento de pertencer, segurança social, prestigio, poder social acima da importância de estar vivos e conscientes.

E estarmos vivos e conscientes é talvez a principal dádiva, o principal conhecimento e referencia que a astrologia nos proporciona, além de nos permitir fazer escolhas precisas e harmoniosas com nossa natureza e a natureza como um todo.

Essa discussão, sobre o enquadramento, o engessamento da Astrologia, sobre a busca de um “pai” que nos controle e regule para que nos livremos da solidão e de nossa responsabilidade diante da vida, é medíocre, já não tem mais sentido, é um grande desperdício de energia que poderíamos estar usando para ensinar mais Astrologia, compartilhar mais o amor que ela nos faz perceber em nos mesmos e em todos ao nosso redor, energia que podemos mais é usar para plantar sementes de consciência e se possível, colher os frutos.

Enquadrar a Astrologia em um sistema oficial falido (MEC, cartórios, sindicatos), tornar-se conivente com esse sistema para ser aceito pela sociedade é um caminho de empobrecimento e de negação da consciência, liberdade e principalmente, responsabilidade sobre si e sobre o mundo que a astrologia inquestionavelmente, se formos verdadeiros, nos dá.

Nossa competência e real vocação é o que pode nos garantir e validar a pratica da Astrologia. A benção de políticos e outros arautos de um sistema que não tem se mostrado verdadeiramente o que existe de melhor para a evolução humana, não será o que irá beneficiar e validar a pratica da Astrologia. Pelo contrário, nos será tirado o que temos de melhor.

E não estou fazendo nenhuma apologia à rebeldia inconseqüente, a desorganização entre as pessoas, pois para isso existem entidades, como a CNA, por exemplo, que surgem da necessidade de nos organizarmos para poder compartilhar mais e mais o que temos de melhor, e não verticalmente, imposta pelos inseguros ou pelos que querem “controlar” aqueles que não concordam ou não se submetem a eles.

Proponho que nos mantenhamos unidos em torno de um eixo comum, a “axis mundi” dos astrólogos, o amor pela Astrologia e pelo que ela nos proporciona em termos de consciência e plenitude.

Proponho que alimentemos com nossa amizade, com nosso amor pela natureza humana, a pratica cada vez mais intensa da astrologia, que espalhemos sementes dessa “coisa” que não é arte nem ciência e nem poesia, mas que a todas contém.

Proponho que paremos de perder tempo procurando um “pai” que se responsabilize pelos nossos atos, e pela grandeza e imensidão que a astrologia nos traz.

Como disse lindamente a astróloga Valéria Bustamante em seu depoimento:

“(a Astrologia)... é tão amiga da vida que é capaz de chegar ao toco, à terra e ao mofo e depois - quando as circunstâncias mudarem - brotar e verdejar de novo.”

E não há regulamentador de plantão que possa conter a força da natureza, do “brotar e verdejar”, por mais que assim o pretendam em nome da suposta ordem que eles criaram e que não estávamos presentes para assinar o acordo, aquele mesmo que diz que somos todos tolos e inconseqüentes.

Chega dessa conversa. Vamos trabalhar e fazer o que na verdade estamos aprendendo a fazer. Estamos querendo saber fazer.

Valdenir Benedetti é astrólogo, jornalista e editor.



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Apenas 0,3% das profissões brasileiras são regulamentadas. As outras 99,7% optaram por um caminho muito mais eficiente, que é o da AUTO-REGULAMENTAÇÃO. Na auto-regulamentação, o profissional não é obrigado, por força da lei, a integrar uma associação. O faz por livre e espontânea vontade. Em profissões onde o indivíduo é forçado a se filiar, os Conselhos mal se movem, nada fazem. Quando é preciso conquistar o cliente, a associação faz por merecer o associado, o que é muito melhor. Além do mais, regulamentação por força da lei constitui reserva de mercado, o que sempre me pareceu ser a motivação-mor por detrás de todo esse movimento que pleiteia regulamentação por força da lei. Deste modo, diante de todo o exposto, meu voto é NÃO, o que não significa que não exista alternativa. A alternativa, a terceira via, é a auto-regulamentação. alexey.dodsworth@gmail.com
por Alexey Dodsworth Magnavita de Carvalho em 21.11.08

Já me pareceu adequado, sim, que houvesse a regulamentação. Mas, conversando com uma porção colegas a respeito, fui percebendo uma série de problemas que não estavam claros para mim: além das dificuldades mais óbvias, vinculadas com as dimensões do país, e com a administração de uma entidade de porte condizente com as mesmas, tive de reconhecer que a Astrologia não se presta ao estabelecimento de critérios que tenham um mínimo de objetividade, de forma que permitissem o estabelecimento de regulamentos e-que-tais. Cheguei a ficar preocupado, sim, com atuações equivocadas de algumas pessoas, eventualmente discutíveis, mas... será que a regulamentação impediria tais atuações?? Finalmente, como manifestou o Quiroga, há o receio referente a regulamentos mal-estabelecidos, que permitiriam uma 'caça às bruxas', apoiada neles... marco@chiron.com.br por Marco Aurélio T. Fernandes em 16.10. marco@chiron.com.br
por Marco Aurelio Teixeira Fernandes em 16.10.08

Já fui contra, depois revi minha posição embalado por alguns exemplos de alternância democrática, mas retomei a oposição. Conselhos podem se tornar obscuros objetos de desejo para os incompetentes que só na ascensão da hierarquia burocrática encontram o prestigio que ambicionam e a sombra sob a qual podem tramar -- conforme episódio recente -- a própria perpetuação e de seus prepostos no poder. Só fui perseguido e difamado por meus pares e por isso vou lutar, para que na próxima reforma dos Estatutos da CNA seja retirada toda e qualquer menção pró Conselho. Felizmente a Astrologia já se auto protegeu de tal ameaça, colocando-se livremente acessível nas bancas, livrarias e na Internet. Tratando-se de uma vocação e não de uma profissão, de um saber mais que uma ciência, deve ser auto regulamentada e mantida longe dos tentáculos do estado. kauborealis@yahoo.com.br
por Bola Antonio Carlos Siqueira Harres em 08.10.08

Fico pensando em quem vai estabelecer os critérios ... Binho bio.silva@gmail.com
por Fábio Silva ( Binho) em 07.10.08

Quando se decide algo, há de se pensar no "dia depois", nas consequências ............... Quem assumiria o comando? ........... Qual seria o futuro da profissão tendo um comando que se engessará como todas as outras instituições se engessam e se tornam recalcitrantes pelo próprio peso das regras, que seriam mais importantes do que a própria profissão? ........ Astrologia não é uma profissão como todas as outras, este conhecimento tem um pé na Maçonaria, na Teosofia e na Rosacruz Áurea. Pergunto: então, uma vez que a profissão seja regulamentada, proibiremos a prática feita por estas Escolas Iniciáticas? ................ Regulamentar a astrologia para termos boa imagem no mercado? Francamente! Esta atitude dispensa comentários .... Regulamentar a profissão é, A DESPEITO DAS BOAS INTENÇÕES, outorgar poder a uma elite que se verá livre para iniciar uma "caça às bruxas". NÃO CONCORDO quiroga@astrologiareal.com.br
por Oscar Quiroga em 07.10.08

s marcia@astrologiaceap.com.br
por Marcia Ferreira da Silva em 06.10.08

CNA - Central Nacional de Astrologia
Av. Presidente Vargas, 590 - Sala 902, Centro, Rio de Janeiro - RJ,
CEP 20071-000 - e-mail: contato@cnastrologia.org.br Vagner Lima

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